Paula J. P. P. Vieira
A educação especial é uma modalidade de ensino destinada ao atendimento de alunos com “necessidades educacionais” proveniente de deficiência física, mental ou múltipla, de altas habilidades, superdotação ou talentos, oferecida em todos os níveis de ensino.
Segundo o artigo nº 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional“Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”, tendo por objetivo contribuir para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, psicológico e social, a fim de desenvolver no educando a capacidade de aprender, a organização, a aquisição de conhecimento, o compartilhar, a formação de valores, a socialização e a integração com os demais alunos e com a comunidade, sempre de maneira a contemplar as potencialidades de cada um.
É necessário que o professor observe o processo de aprendizagem de cada educando, valorize seus conhecimentos previamente acumulados, respeite seu ritmo e suas limitações, potencializando o que ele já sabe fazer e não sua deficiência.
“[...] conhecer bem os alunos implica interação e comunicação intensas com eles, uma observação constante de seus processos de
aprendizagem e uma revisão da resposta educativa que lhes é oferecida. Esse conhecimento é um processo contínuo, que não se
esgota no momento inicial de elaborar a programação anual”.
(Blanco, pág. 296).
A metodologia de ensino precisa ser individual contemplando assim a diversidade existente em sala de aula e as características próprias de cada aluno, adaptando os conteúdos conforme a especificidade de cada um. Segundo os PCNs, as adaptações curriculares são definidas como:
[...] possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às
peculiaridades dos alunos com necessidades especiais. Não um novo
currículo, mas um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação,para que atenda realmente a todos os educandos. Nessas circunstâncias, as adaptações curriculares implicam a planificação pedagógica e as ações docentes fundamentadas em critérios que definem o que o aluno deve aprender; como e quando aprender; que
formas de organização do ensino são mais eficientes para o processo
de aprendizagem; como e quando avaliar o aluno (p.33).
As adaptações são flexíveis conforme a necessidade especial do aluno e tem a finalidade de auxiliá-lo no ensino-aprendizagem. O docente adota o mesmo conteúdo para todos e, conforme necessário realiza as devidas alterações e ajustes a fim de contemplar a diversidade da turma. Conforme Aranha (2002, p.5) “as Adaptações Curriculares, então, são os ajustes e modificações que devem ser promovidos nas diferentes instâncias curriculares, para responder às necessidades de cada aluno, e assim favorecer as condições que lhe são necessárias para que se efetive o máximo possível de aprendizagem”.
No espaço escolar cabe ao professor diversificar e organizar o tempo e o espaço, fazendo uso das mais diferentes estratégias e recursos a serem planejados para efetivar uma aprendizagem significativa. Sendo mediador na construção do conhecimento, o educador além de observar quem aprende e como aprende, precisa avaliar o que está sendo abordado em sala de aula e o envolvimento dos alunos.
Também é possível elencar como uma estratégia que deve ser implementada, o planejamento de aulas motivadoras, atrativas e cativantes. Para tanto, é necessário além de levantar os interesses dos alunos e criar novos interesses, ou seja, motivar os alunos a aprenderem coisas novas, apresentando sentido e significado para essas aprendizagens. (Práticas Educativas:Adaptações Curriculares. Bauru, 2008)
O planejamento para alunos com necessidades especiais precisa ser flexível e estar em constante avaliação e reformulação, observando os objetivos alcançados e os que não foram alcançados, buscando sempre estratégias que favoreçam e auxiliem o desenvolvimento do aluno.
Bibliografia
LEITE, PEREIRA LÚCIA.Práticas em Educação Especial e Inclusiva na área da Deficiência Mental. Bauru, 2008. MEC/FC/SEE.
BRASIL,LDB. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96.
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf - acesso em 29/09/2014.
BLANCO, R. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do
currículo. In: COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J.A. (org.).
ARANHA, M.S.F. Formando Educadores para a Escola Inclusiva. 2002.
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf

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