terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ensino-Aprendizagem na Educação Especial





Paula J. P. P. Vieira

        A educação especial é uma modalidade de ensino destinada ao atendimento de alunos com “necessidades educacionais” proveniente de deficiência física, mental ou múltipla, de altas habilidades, superdotação ou talentos, oferecida em todos os níveis de ensino.
           Segundo o artigo nº 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação NacionalEntende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”, tendo por objetivo contribuir para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, psicológico e social, a fim de desenvolver no educando a capacidade de aprender, a organização, a aquisição de conhecimento, o compartilhar, a formação de valores, a socialização e a integração com os demais alunos e com a comunidade, sempre de maneira a contemplar as potencialidades de cada um.
        É necessário que o professor observe o processo de aprendizagem de cada educando, valorize seus conhecimentos previamente acumulados, respeite seu ritmo e suas limitações, potencializando o que ele já sabe fazer e não sua deficiência.

“[...] conhecer bem os alunos implica interação e comunicação intensas com eles, uma observação constante de seus processos de
aprendizagem e uma revisão da resposta educativa que lhes é oferecida. Esse conhecimento é um processo contínuo, que não se
esgota no momento inicial de elaborar a programação anual”.
(Blanco, pág. 296).

             A metodologia de ensino precisa ser individual contemplando assim a diversidade existente em sala de aula e as características próprias de cada aluno, adaptando os conteúdos conforme a especificidade de cada um.  Segundo os PCNs, as adaptações curriculares são definidas como:

[...] possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às
peculiaridades dos alunos com necessidades especiais. Não um novo
currículo, mas um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação,para que atenda realmente a todos os educandos. Nessas circunstâncias, as adaptações curriculares implicam a planificação pedagógica e as ações docentes fundamentadas em critérios que definem o que o aluno deve aprender; como e quando aprender; que
formas de organização do ensino são mais eficientes para o processo
de aprendizagem; como e quando avaliar o aluno (p.33).

            As adaptações são flexíveis conforme a necessidade especial do aluno e tem a finalidade de auxiliá-lo no ensino-aprendizagem. O docente adota o mesmo conteúdo para todos e, conforme necessário realiza as devidas alterações e ajustes a fim de contemplar a diversidade da turma. Conforme Aranha (2002, p.5) “as Adaptações Curriculares, então, são os ajustes e modificações que devem ser promovidos nas diferentes instâncias curriculares, para responder às necessidades de cada aluno, e assim favorecer as condições que lhe são necessárias para que se efetive o máximo possível de aprendizagem”.
              No espaço escolar cabe ao professor diversificar e organizar o tempo e o espaço, fazendo uso das mais diferentes estratégias e recursos a serem planejados para efetivar uma aprendizagem significativa. Sendo mediador na construção do conhecimento, o educador além de observar quem aprende e como aprende, precisa avaliar o que está sendo abordado em sala de aula e o envolvimento dos alunos.

Também é possível elencar como uma estratégia que deve ser implementada, o planejamento de aulas motivadoras, atrativas e cativantes. Para tanto, é necessário além de levantar os interesses dos alunos e criar novos interesses, ou seja, motivar os alunos a aprenderem coisas novas, apresentando sentido e significado para essas aprendizagens.  (Práticas Educativas:Adaptações Curriculares. Bauru, 2008)  

                O planejamento para alunos com necessidades especiais precisa ser flexível e estar em constante avaliação e reformulação, observando os objetivos alcançados e os que não foram alcançados, buscando sempre estratégias que favoreçam e auxiliem o desenvolvimento do aluno.

Bibliografia

LEITE, PEREIRA LÚCIA.Práticas em Educação Especial e Inclusiva na área da Deficiência Mental. Bauru, 2008. MEC/FC/SEE.
BRASIL,LDB. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96.
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf - acesso em 29/09/2014.
BLANCO, R. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do
currículo. In: COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J.A. (org.).
ARANHA, M.S.F. Formando Educadores para a Escola Inclusiva. 2002.
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gestão ... Saiba Mais






GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA
Ildo Inácio Müller


                  A Gestão Escolar Democrática constitui-se na efetivação de novos processos de organização e gestão, embasados em processos coletivos e participativos. Sendo que essa participação envolve vários cenários e múltiplas possibilidades de organização que compartilham ações e decisões por meio do trabalho coletivo, com envolvimento de diferentes segmentos da comunidade escolar.
                           Processo político onde os segmentos representados devem discutir deliberar e planejar.  Solucionar problemas e encaminha-los, acompanhando-os, e posteriormente avaliar o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola. É preciso acreditar que todas juntos tem mais chances de encontrar caminhos para atender as expectativas da sociedade a respeito da atuação da escola.
                      Para uma escola desenvolver seus projetos, é necessária a participação dos pais juntamente com os professores, alunos e funcionários, e juntos perceberem que a presença de cada um desses segmentos é importante principalmente quando se fala em ouvir sugestões e aceitar influências.
                              Não somente oferecer sugestões de mudanças, mas também estimular a revindicação e unir-se aos esforços dos demais atores escolares na busca de transformações, tanto nas condições de trabalho quanto na estrutura didática e administrativa na instituição escolar, que acabou por condicionar a qualidade de ensino oferecido e por determinar, em grande medida a natureza dos objetivos alcançados pela escola. (Paro 2001).
                       É muito importante a participação dos segmentos representados na escola. Um dos segmentos com pouca ou quase nenhuma participação na escola são os pais, talvez por falta de tempo ou informações sobre a construção coletiva, sendo que não se dedicam a visitas, palestras, reuniões para entrega de boletins e outros eventos de interesse dos responsáveis pelos alunos na escola, alegando muitas vezes que não tem tempo, pois precisam trabalhar para sustentar a família.
                          Conforme Veiga (2000), a participação da comunidade na escola tem mostrado que esta não compartilha da vida da escola, porque essa também não comunga dos seus problemas e não está preparada, nem pedagógica nem estruturalmente, para esse direcionamento.
                     Para uma escola ser considerada democrática, necessitam da participação efetiva da comunidade, a fim de que sejam divididas as responsabilidades, não ficando somente o diretor principal responsável pela escola. Somente com a participação de todos os envolvidos atuando de maneira direta ou indiretamente, que se concretiza a Gestão Democrática na escola, ou seja, professores, alunos, funcionários e pais, nas decisões sobre seus objetivos. Somente assim, haverá melhores condições para pressionar os escalões superiores a dotar a escola de autonomia e de recurso. A participação destes segmentos, não deverá ser somente na execução, mas também e principalmente nas decisões.
                        (Paro 1997, p. 17), sugere que a participação da comunidade na gestão da escola pública encontra inúmeros obstáculos para concretizar-se, pois o maior interessado que deveria ser a comunidade precisa estar convencido da relevância e da necessidade dessa participação, para não desistir diante das primeiras dificuldades. É neste contexto que ganha maior importância à participação no sentido de partilha do poder por parte daqueles que se supõe serem os mais diretamente interessados na qualidade de ensino, sem ela não se fará uma escola verdadeiramente universal e de boa qualidade no Brasil.
                     É preciso a comunidade se interessar pela escola e entender que ela necessita participar para que haja uma união de forças em prol da melhoria da qualidade de ensino, a mesma estará à mercê do acaso e vulneráveis aos acontecimentos de ordem estrutural, financeira, social, entre outros, caso contrário não será possível almejar melhorias.


REFERÊNCIAS:
PARO, Vitor Henrique –Direção Escolar e Coordenação Pedagógica.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro – Participação da comunidade na escola.
PARO, Vitor Henrique – Participação da comunidade na gestão democrática da escola pública.             

Mitos e Verdades ....




Trabalho científico

                                                                                                 Mirta Elisa Gohlke


          O trabalho de conclusão de curso conhecido como TCC é tão esperado e temido pelos estudantes, para auxiliar nesta atividade no ponto de vista prática o trabalho de conclusão exige a delimitação de um único tema de estudo neste processo de pesquisa. O estudante irá através deste comunicar sua criação, registrar as descrições, sua análises, as reflexões, as conclusões, investigar os problemas e levantar possíveis soluções  e hipóteses para os possíveis caminhos de pesquisa que realizou procurando novos problemas de pesquisa.
            É importante que o estudante preocupe-se com a necessidade de tratar os processos de investigação não só com o rigor cientifico que deve ser apresentado, mas também com o compromisso social, sua importância social. Ou seja, uma produção de conhecimento que garanta validade cientifica, e que contribua para o avanço dos processo educativos, estando o aluno comprometido com o processo educativo e tendo a visão clara da importância que seu trabalho pode contribuir para uma mudança significativa .
      Segundo VALE (1998), o princípio mais importante do processo de investigação cientifica possam ser considerados:
       O trabalho cientifica necessita de caracterização do objeto (caracterizar o objeto de estudo com rigor e clareza), para que possa contribuir para o avanço do conhecimento da área estudada; Ao realizar um trabalho cientifico, o pesquisador deve observar que o trabalho científico difere de crenças, sabedoria ou opiniões, fundamentam-se nas observações, descobertas apresentadas, e que podem ser conformadas por outros pesquisadores; É mais do que uma coletânea de dados e informações, exige sistematização de dados e resultados do uso de instrumentos específicos; O trabalho científico parte de constatações existentes rumo a novas descobertas; Articula dialeticamente fundamentação teórica e instrumentos técnicos num processo intelectual e material criativa, realizando, na prática, uma síntese entre ciência e a técnica.
       Mas como fazer este trabalho? Uma das grandes preocupações do estudante a ser enfrentada.
      A Metodologia de Pesquisa é um processo de produção de conhecimentos sobre a realidade estudada. Para auxiliar nesta organização do processo e pesquisa MINAYO(1998), traz três dimensões  que a pesquisa obedece que são: as escolhas teóricas, as técnicas e a criatividade do pesquisador.
      A pesquisa é a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade, considerada uma prática teórica é vincula pensamento e ação. São relacionadas a interesses, são frutos de inserção real com sua razoes e objetivos.
     Sendo que toda a investigação se inicia por um problema, uma questão, uma duvida, uma pergunta, articulada com conhecimentos anteriores, podendo demandar de criações de novos referencias.
     Neste processo de construção encontra-se a teoria que é construída para explicar ou compreender um, buscando assim, um fenômeno, um processo, ou um conjunto de fenômenos e processos. O investigador separa, recorta determinados aspectos significativos da realidade para então trabalhar buscando assim, a interconexão sistemática entre eles.
     Teorias são explicações parciais da realidade. Sua função é de esclarecer melhor o objeto de investigação, ajuda a levantar as questões, os problemas, as perguntas e hipóteses com muito mais propriedade, permite clareza na organização de dados, auxilia na organização de dados, mas não a direciona totalmente para esta.
        As proposições são declarações afirmativas sobre fenômenos e /ou processos segundo Minayo (1998), a teoria deve ter três proposições principais com características:
      Ser capaz de sugerir questões reais; Ser inteligíveis; Representar relações abstratas entre coisas, fatos, fenômenos e/ou processo.
       A teoria utiliza de um conjunto de proposições relacionadas, buscando uma ordem, uma sistemática, uma organização de pensamento, articulada com o real concreto, em uma tentativa de ser compreendida através da reflexão e ação.
     Neste processo trabalhar com a linguagem cientifica das proposições é fundamental para o sucesso do trabalho cientifico, os conceitos podem ser classificados em cognitivas, pragmáticas e comunicativas. Servindo para ordenar os objetos e os processos e fixar melhor o recorte de sua elaboração.
    A linguagem deve ser construída recuperando as suas dimensões históricas e até ideológica. Segundo MINAYI :

“Cada corrente teórica tem seu próprio acervo de conceitos. Para entendê-los, temos que nos apropriar do contexto em que foram gerados e das posições dos outros autores com quem o pesquisador dialoga ou quem se opõe”.( Minayi,1998).

     Formular os conceitos não é tarefa fácil, o desafio da pesquisa é que temos que nos aprofundar em conhecer a organização da pesquisa de um trabalho cientifico, nos aprofundar nas obras de diferentes autores, trabalhar temas que trazem problematizações e que contribua para a construção social.


REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
MINAYO, M.C.Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis:Vozes,1998.-Ciência,técnica e arte :o desafio da pesquisa social.In:MINAYO,M.C.Pesquisa social: teoria,método e criatividade.Petrópolis :Vozes,1998.
VALE J.M. Educação Científica e Sociedade, In: NARDI, R.(org.).Questões atuais no ensino de Ciências .São Paulo : Escrituras,1998.

Trânsito como tema transversal







O trânsito como tema transversal e adaptável a qualquer nível de ensino

                                                                                                         Silvani Teresinha Mauer


                      Cada vez mais é difícil encontrar um tema central que inclua a todos, permitindo que os alunos possam interagir uns com os outros de maneira uniforme. De encontro com esta perspectiva, percebe-se os vínculos do trânsito com os indivíduos, pois de maneira ampla todos estão envolvidos nos processos de circulação. Seja dentro da sala de aula, da escola, na rua, no ventre da mãe, no carrinho de bebê, dentro de um veículo, de patins, à cavalo ou à pé, ciclista ou pedestre. Todos os indivíduos fazem parte do trânsito, independente da idade que tenham.
                     Com tantos envolvidos, é extremamente necessário que se tome cuidados e se conheça as melhores maneiras de se fazer  parte deste meio. A maioria das pessoas, recebe instruções de trânsito pela primeira vez nos centros de formação de condutores. Porém, nos tornamos integrantes do trânsito muito antes disso. Não é necessário que se trabalhe questões simples de circulação dentro do espaço, de cuidados na rua como ciclista, pedestre ou a importância de manter os animais longe das vias para evitar que causem acidentes ou se machuquem? Quantas lágrimas de pais que tomaram sustos com os filhos e de crianças que descuidaram de seu animalzinho, já foram derramadas? Talvez aquela frase: “Olhe para os dois lados da rua!”, ou “Deixe o portão fechado!”, não faziam sentido, não eram compreendidas pela criança até aquele instante!
                     Assim sendo, a temática é apresentada pelos PCNs como tema transversal a ser inserido nos Projetos Curriculares, apontando a problemática social que atinge parte da população. Como tema transversal: “(...)uma reflexão ética por envolver posicionamentos e concepções a  respeito de suas causas e efeitos, de sua dimensão histórica e política(...)” (PCN,1997,p.29).
                       É notável a abertura do leque de assuntos que se encaixam no tema, que parte dos diferentes atores que entram em ação: pedestres, condutores, guardas, veículos, o meio onde circulam. É preciso determinar da onde partir e até onde ir, pois o tema gera assunto para um ano inteiro. Ao observar um cenário de trânsito, fica visível a interdisciplinaridade, permitindo a inserção das realidades e da pesquisa. De forma que, a consciência da existência das combinações dentro da sala de aula, pode partir da legislação de trânsito, onde a transgressão delas pode trazer acidentes. A amplitude do assunto será determinada pela realidade da turma, pois os alunos trazem muitas contribuições, em diferentes linguagens, a partir das suas vivências.
“Se formos analisar as duas linguagens e produções das crianças - o jogo simbólico e o livro de história coletiva - do ponto de vista dos critérios de seleção e articulação de conteúdos programáticos em educação infantil, atribuiremos a elas inúmeras significações, encaixando-as em diferentes critérios.” (JUNQUEIRA, 2002, p.66)
                    Pensando no nível de ensino, basta pensar no enfoque, definindo o caminho que o professor pretende seguir. O interesse pelo trânsito se manifesta em todas as idades: o bebê já demonstra entusiasmo ao perceber circulação, movimentação, vendo o cachorro correr ou produzindo com a boca um “Brrrrrum”. A identificação da sinalização mesmo sem a alfabetização, as estatísticas , a tecnologia, a ludicidade são ferramentas que despertam a curiosidade pela aprendizagem em qualquer idade, sendo necessário o diagnóstico de idade e realidade.
Setembro/2014


Bibliografia:
JUNQUEIRA, Gabriel de Andrade Filho. Trânsito e educação: Itinerários pedagógicos. Porto Alegre: UFURGS, 2002.
BRASIL. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros
Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos apresentação dos temas
transversais, ética. Brasília: MEC/SEF, 1997.

Artes na educação



                         Artes na educação

                                                                                    Vera Maria Rohr Wandscheer

             Desde o início da história da humanidade a arte sempre esteve presente em praticamente todas as formações culturais. O homem que desenhou uma lesão numa caverna pré-histórica teve que aprender de algum modo, seu oficio. E da mesma maneira, ensinou para alguém o que aprendeu. Assim o ensino-aprendizagem da arte faz parte, de acordo com normas e valores estabelecidos em cada ambiente cultural.
             O ensino de Artes de 1971 a 1996 recebia o nome de Educação Artística, uma atividade que não ocupava o devido lugar de importância na grade curricular das escolas e sua inclusão como disciplina não tinha caráter obrigatório.
            Quando da promulgação da LDB em dezembro de 1996, legitimando a obrigatoridade da inclusão da disciplina nas escolas esta passou a ser denominada Arte. Esta regulamentação não apenas mudou a nomenclatura da disciplina, mas também definiu toda uma postura dentro da área, inclusive normatizando as atribuições especificas das funções docentes. Antes o professor ministrava aulas de artes plásticas, musica e artes, mesmo sem ter um bom entendimento em todas as áreas.
              No Brasil a LDB numero 9394/96 no artigo 26,inciso 2º estabeleceu a obrigatoridade do Ensino Artes na educação básica que compreende a Educação Infantil  ,o Ensino Fundamental e o Ensino Médio legendo a Arte enquanto Área Curricular.
                 Definir Artes é algo complexo. Arte é um fenômeno social e parte da cultura humana, nesse sentido ela esta inserida numa dimensão social. Segundo consta no PCNs através das manifestações artísticos o aluno devera compreender, sentir, perceber, e articular os significados e valores, que orientam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade, alem de compreender, relacionado e respeitando a diversidade cultural de outros povos.
            Os trabalhos produzidos pelos alunos desenvolvem elementos essenciais da criação, percepção estética e o contexto histórico: fazer, apreciar e contextualizar. Portanto o aluno desenvolve sua cultura de arte fazendo, conhecendo e apreciando produções artísticas, que são ações que integram o perceber, o pensar, o aprender, o recordar, a imaginação, o sentir, o expressar, o comunicar.
            Através da arte o aluno poderá compreender a diversidade de valores que orientem tanto seus modos de pensar, agir como os da sociedade. A disciplina de Artes também possibilita a valorização do ser humano através de suas diferentes formas de manifestação, relacionar-se no meio social de forma mais prazerosa.
            O ensino de artes tem objetivos  no transcorrer do ensino fundamental que os alunos, progressivamente, adquirem competências de sensibilidade e de organização em artes visuais, dança, música e teatro, diante de sua produção de arte e no contato com  o patrimônio artístico, exercitando sua cidadania cultural com qualidade nesse sentido          o aluno poderá desenvolver seu conhecimento estético e competência artística nas diversas linguagem da área de Artes, tanto para produzir trabalhos pessoais e grupais como para que possa,progressivamente ,apreciar e compartilhar.
            A disciplina de Artes possibilita a valorização do ser humano através de suas diferentes formas de manifestação, relacionar-se no meio social de forma mais prazerosa nesse sentido a educação em Artes deve de proporcionar o desenvolvimento do pensamento artístico.
            A disciplina de Artes é tão importante, quanto as demais disciplinas. Para a elaboração dos conteúdos é importante considerar a diversidade de saberes adquiridos pelo aluno na informalidade, atentando para a contextualização do mesmo, bem como da comunidade da qual a escola faz parte e também introduzir o conteúdo “das diversas culturas e épocas a partir de critérios de seleção adequados à participação do estudante na sociedade como cidadão informado.” (BRASIL, 1997, p.49).  
            O objetivo dos conteúdos é atender os níveis de aprendizagens do aluno no domínio do conhecimento artístico e estético, ou no processo de criação, pelo fazer, seja no contato com obras de arte com outras manifestações presentes nas culturas ou na natureza.
                Os conteúdos mesmo abrangentes estão distantes do real entendimento e compreensão por parte dos alunos. Um dos maiores empecilhos é a ausência de materiais, começando pela pequena quantidade de livros didáticos sobre assunto, bem como a carência de cursos de formação continua e específicos na área, que compreendam todas as modalidades (dança, musica artes visuais, teatro) . O professor polivalente ainda inventa maneiras criativas para trabalhar, atitudes isoladas que segundo os PCN’s (BRASIL, 1997, p.26) “têm pouca oportunidade de troca, o que se realiza nos eventos, congressos regionais, onde cada vez mais professores se reúnem, mas aos quais a grande maioria não tem acesso.”
                   Em muitas escolas ainda se utiliza, por exemplo, o desenho mimeografado com formas estereotipadas para as crianças colorirem, ou se apresentam “musiquinhas” indicando ações para a rotina escolar (hora do lanche, hora da saída). Em outras, trabalha-se apenas com a auto expressão; ou, ainda os professores não estão habilitados para ministrar a disciplina de Artes e levar os alunos a museus, teatros e apresentações musicais ou de dança.
             A educação em arte proporciona o desenvolvimento do pensamento artístico, que caracteriza um modo particular de dar sentido as experiências das pessoas por muito dele, o aluno amplia a sensibilidade, a percepção a reflexão e a imaginação, expressa seus sentimentos.
             A escola é o espaço das discussões sobre direitos e deveres, e da reflexão da realidade, nesse sentido pensar numa educação com a disciplina de Arte que de ao aluno a chance de desenvolver seu potencial de criação, de produção, de execução de atividade.
        A disciplina de Artes é indispensável no processo de ensino-aprendizagem.
     Ela é aliada na construção de uma sociedade com sujeitos críticos protagonistas de sua própria história.


Preferências – PCNs Parâmetros Curriculares Nacionais Arte / Secretaria de educação Fundamental

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Inclusão






Marion Castilhos dos Reis


A inclusão estimula, enseja e provoca, reforçando a tese de que o benefício da inclusão não é apenas para crianças com deficiência, é efetivamente para toda a comunidade, porque o ambiente escolar sofre um impacto no sentido da cidadania, da diversidade e do aprendizado.Partindo do pré-suposto de que a inclusão propõe que todos os alunos e alunas devem ser incluídos, então, de acordo com Sassaki (1997) a inclusão é:
(...) o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais, e simultaneamente estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui, então, um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos (p.41).
Portanto não é só a pessoa com deficiência que precisa se modificar, mas também a sociedade deve se transformar para acolher dignamente todos os seus cidadãos e para isso é preciso que se acredite que todos os cidadãos são dignos, capazes e tem igual valor.Desse modo, a meu ver incluir é despojar de preconceitos, discriminações, aceitar as diferenças, respeitar a diversidade. Incluir é garantir espaços, abrir horizontes, respeitar o outro, o diferente, enfim, possibilitar que todos possam mesmo sendo diferentes gozar de direitos sociais, políticos e culturais.
Em uma sociedade inclusiva, as diferenças sociais, culturais e individuais são utilizadas para enriquecer as interações e a aprendizagem entre os seres humanos. Trata-se de uma mudança profunda no comportamento e na atitude das pessoas. No caso específico das pessoas com deficiência, promover a compreensão da diversidade é a forma mais coerente de favorecer a inclusão social e a aprendizagem dessas pessoas, então uma escola inclusiva se caracteriza por aceitar, respeitar e valorizar alunos com diferentes características.
      As escolas são ferramentas essenciais, a educação transforma, as pessoas que tem acesso à educação formal desenvolvem linguagem, raciocínio, capacidade de tomar decisões, de refletir sobre suas próprias formas de pensar e agir, ou seja, as pessoas que tem oportunidade de frequentar escola, de participar efetivamente de processos sistemáticos de aprendizagem se tornam muito mais autônomas. E na escola regular temos a oportunidade de conviver com a heterogeneidade de pessoas, de culturas, de linguagem, isso é de uma riqueza que nenhum outro espaço tem.
Assim, as pessoas com deficiência que frequentam escolas regulares certamente se formarão pessoas mais autônomas e mais capacitadas para gerir sua vida. Por outro lado, as pessoas sem deficiência que convivem com elas na escola aprenderão a conviver com a diversidade, a valorizar o outro independente de sua condição ou aparência física e certamente se tornarão melhores cidadãos. Pensar no outro, no diferente, na diversidade, é pensar na possibilidade de reduzir e eliminar as barreiras do preconceito, da discriminação e da desigualdade.


Referências Bibliográficas:
SASSAKI, R. K.Inclusão:construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA,1997.
RODRIGUES, David.Inclusão e Educação: Doze olhares sobre a educação inclusiva.São Paulo: ed. Summus, 2006.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér.Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer?. São Paulo: Moderna, 2003. (Col. Cotidiano Escolar).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

ROTINA




A importância da rotina na educação infantil


Fernanda Mallmann

As escolas possuem uma rotina e é por meio dela que os professores, alunos e toda a comunidade escolar desenvolvem o seu trabalho.  Podendo assim dizer que rotina escolar significa desenvolver o trabalho diário por meio de horários, tarefas pré-estabelecidas e atividades cotidianas organizadas da melhor forma possível.
Para a criança, é fundamental que exista uma rotina para que ela se sinta segura, possa desenvolver a sua autonomia assim como, ter o controle das atividades que irão acontecer, é importante, ver a criança como um sujeito histórico e social, capaz de desenvolver suas curiosidades, afetos, sentimentos, amizades e sua identidade cultural.
A idéia central é que as atividades planejadas devem contar com a participação ativa das crianças garantindo às mesmas a construção das noções de tempo e de espaço, possibilitando-lhes a compreensão do modo como as situações são organizadas e, sobretudo, permitindo ricas e variadas interações sociais”. (DIAS, 2010, p. 13).
O período que a criança passa pela Educação Infantil, segundo Thiessen e Beal (1998, p. 10), é muito importante para “a construção dos alicerces de sua afetividade, socialização e inteligência e, conseqüentemente, de seu desenvolvimento integral e harmônico”.  É nesse nível de ensino que a criança começa a trabalhar suas habilidades, hábitos, atitudes e atividades psicomotoras que vão preparando-a física e mentalmente num grau crescente, que deve ser aperfeiçoado à medida que a criança se desenvolve.
Nas escolas de Educação Infantil, a rotina torna-se um fator de segurança, pois orienta as ações das crianças e dos professores favorecendo a previsão de situações que possam vir a acontecer. Isso não significa que se deve transformar o dia-a-dia escolar em uma planilha com atividades rígidas e inflexíveis, mas sim adequar às atividades diárias ao ritmo da escola, das crianças e do professor. Portanto, a rotina pode e deve sofrer modificações e inovações quantas vezes forem necessárias. Barbosa afirma que:
 “A rotina é compreendida como uma categoria pedagógica da Educação Infantil que opera como uma estrutura básica organizadora da vida cotidiana diária em certo tipo de espaço social, creches ou pré-escola. Devem fazer parte da rotina todas as atividades recorrentes ou reiterativas na vida cotidiana coletiva, mas nem por isso precisam ser repetitivas”. (BARBOSA, 2006, p. 201).
A rotina é uma prática com diferentes ações que ocorrem em nosso cotidiano e ela possibilita que a criança oriente-se na relação espaço/tempo, reconhecendo seu andamento, dando sugestões e propondo mudanças. Levando em consideração as necessidades da criança, é fundamental que dentre os elementos que compõem a rotina façam parte os horários de alimentação, higiene, escovação de dentes, calendário, chamada, roda de música, oração, momento da novidade, ajudante do dia, hora do conto, repouso, atividades lúdicas e significativas, jogos diversificados como faz-de-conta, exploração de diversos materiais, ou seja, atividades que estimulem o desenvolvimento da criança. (MASSENA, 2011).
A rotina escolar não pode ser tratada de uma forma mecânica, pelo contrário, toda atividade desenvolvida e os horários e espaços determinados para a realização das ações devem ser planejadas visando favorecer o trabalho pedagógico e as necessidades das crianças.



-BARBOSA, Maria C. S. A Rotina nas Pedagogias da Educação Infantil: dos binarismos à complexidade,Currículo sem Fronteiras, v.6, n.1, p. 56-69, Jan/Jun2006.
-MASSENA, Renata S.Entrelaçamentos Entre as Concepções do Educar e do Cuidar na Educação Infantil.
-THIESSEN, Maria Lucia; BEAL, Ana Rosa.Pré-Escola, Tempo de Educar. São Paulo: Ática, 1998.