Adão Carvalho
O estar no mundo implica-se na relação com os outros, presença física e espiritual, é a prática humana transmitindo saberes entre objetividade e subjetividade, desde o momento que somos concebidos até momento que morremos, desdobramento na dimensão metafísica.
Há restrição neste trabalho inerente ao luto que num esforço se traduz, tão somente, pela perda de ente querido, independentemente, de sua causa mortis e pós mortem, o fato é que diante da tensão, vida e morte, os homens se educam mediatizados pelo mundo.
Na atualidade pensar na morte requer planejamento e com respostas precisas as seguintes: perguntas, onde será velado? Vestimenta e caixão? O sepultamento: crematório cemitério público, ou não? Como avisar parentes, amigos e demais pessoas do convívio social do ente querido?
São os “Quefazeres” da prática humana que é prática educativa, promotora de aprendizagens, e diante da “tensão viver ou morrer” ao homem a atribuição gnosiológica de apreender os ensinamentos.que compõem as múltiplas facetas de culturas que constituem a realidade concreta, e, criam e recriam
sentimentos de pertencimento, evidência de protagonismo.A prática humana requer intervenção e metodologia, é prática educativa que segundo, José Carlos Libâneo, é fenômeno constante inerente à vida social, e, à Pedagogia investiga os fatores reais e concretos para a formação humana.
O principio biológico nos orienta que nascemos, crescemos, evoluímos, nos reproduzimos, envelhecemos, e, finalmente, morremos, mas, não obstante, tal processo de desenvolvimento nos oprime, pois sabemos que a trajetória da vida é finita, segundo Paulo Freire , o opressor reside na consciência do oprimido.
Todavia, à morte para diversos sujeitos é vista como processo de libertação, balizado em princípios doutrinários e filosóficos, onde o corpo físico, é matéria densa se reorganizando, e, corpo espiritual transcendendo num ritmo dinâmico rumo à eternidade.
Outros, porém, veem-na como processo doloroso, uma longa jornada, percurso desorientado, sem destino, entretanto, percebamos dentro de doutrinas religiosas, que há orientação contida no princípio epistemológico, que ao morrermos, dormimos, não estamos mais cônscios do “SER” e do “ESTAR” no mundo terreno, e, lá na sepultura aguardamos o juízo final, há probabilidade da manifestação da “VIDA” ou da “MORTE”, só depende de você!
Que reação temos ao sermos avisados (notificados) que um ente querido, de nosso convívio social, falecera. Ficamos apreensivos, desnorteados, mas, nos organizamos para vê-lo pela última vez, na condição de defunto, cadáver, falecido, morto.
Então, como alternativa, cabe-nos celebrarmos à morte, este último encontro, é o velório, do e para o defunto, é a fase intermediária do evento é lá no cemitério, o enterro, fase final, quando damos o corpo de nosso ente querido à sepultura, múltiplas expectativas, será que irá descansar em paz com Deus, ou não?
Choramos, e de fato, sentimos a dor da perda, mas, intimamente, transgredimos leis morais e éticas, então, pensamos no ente querido, de forma, libidinosa, deveras, caímos na realidade, que a natureza deste pensamento, já não nos é plausível porque estamos diante de um corpo sem vida, por mais escultural que tenha sido, obedece leis do universo, e, iniciado o percurso de desdobramentos metafísicos, estamos diante do ciclo vital na sua complexidade refazendo à vida na sua magnitude.
Metaforicamente, a águia repousa na terra e voa pelos ares, e, num quantum de desdobramento , alça o vôo maior e adentra a seara, onde, provavelmente, repousa a “Divindade”, todavia, pela ausência de discernimento não decifra a mensagem oportunizada, então, por muito tempo ali repousará o conhecimento proibido, a espera de decodificação, pressagio de boa nova.
Os saberes emergidos da vida e da morte no cotidiano são interdependentes e transitam no campo da interatividade, evidência de que o homem é ser social com múltiplas experiências.
REFERÊNCIAS
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&
cad=rja&uact=8&docid=O8v8CAuznDVRRM&tbnid=QTHZEVqoa8yoRM:&ved=0C
AQQjB0&url=http%3A%2F%2Ficed.ufpa.br%2Fprincipal%2Findex.php%2F9-
noticias%2F116-luto-
oficial&ei=7FkYU4aoCoe3kQeXloCYDw&bvm=bv.62577051,d.eW0&psig=AFQjCN
HZeS8vR8EU8y7EBTCSVjozsPjunw&ust=1394191208862799 – Blog: iced.upa.br –
acesso em 06/03/2014.
Pedagogia do Oprimido – Freire,Paulo - 1996
Pedagogia da Autonomia – Freire, Paulo - 1997
Metodologia do Conhecimento Científico - Demo, Pedro
O Saber em jogo – Fernández, Alícia – 2011.
Pedagogia e Pedagogos para quê? – José Carlos Libâneo - 2010

Nenhum comentário:
Postar um comentário